Especialistas divergem sobre a eficácia do tratamento da aids na prevenção ao HIV
Agência de Notícias da AIDS Da Redação
Dois especialistas ouvidos pela Agência de Notícias da AIDS têm visões diferentes sobre a adoção de medidas preventivas ao HIV baseadas no tratamento antirretroviral. O portal Terra divulgou hoje reportagem a respeito de uma pesquisa que afirma que os remédios antiaids diminuem em 92% a chance de transmissão do vírus entre heterossexuais.
O ativista do Grupo de Incentivo à Vida (GIV) Jorge Beloqui defendeu que a população deve ter acesso a informações sobre métodos de prevenção alternativos ao uso da CAMISINHA. "Temos que informar as pessoas sobre os estudos e também dizer que eles não são conclusivos. Não podemos tutelar a decisão delas de usar PRESERVATIVO. Quem somos nós para isso?", questionou.
Já a assessora técnica do DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais Dulce Ferraz afirmou que não há dados que possibilitem adotar com segurança e estratégia de evitar novas infecções pelo vírus da AIDS tendo como base o tratamento dos infectados. "Esse argumento foi consentido entre os participantes de uma discussão inicial sobre um novo consenso terapêutico para pessoas com HIV/AIDS. Inclusive ativistas estiveram presentes na reunião", disse.
Outros estudos também indicam que o tratamento antirretroviral reduz as chances de novas infecções. É o caso de um a pesquisa suíça publicada em janeiro de 2008 que afirma que uma pessoa com HIV, sem nenhuma outra DST (Doença Sexualmente Transmissível), que adere à terapia de medicamentos, passa por acompanhamento médico e possui carga viral indetectável no sangue por pelo menos seis meses não transmite o vírus da AIDS.
As declarações dos especialistas ocorreram durante o seminário A prevenção hoje! realizado no ano passado em São Paulo pelo Fórum de ONG/AIDS do estado.