| 11/05/07, às 13h00m (GMT -03;00) |
ONU alerta sobre propagação da AIDS entre mulheres na América Latina
60% dos infectados, com idades entre 15 e 24 anos, já são do sexo feminino
Agência EFE Da Redação
A Organização das Nações Unidas (ONU) e várias entidades da sociedade civil expressaram na quinta-feira (10/05), durante conferência no México, preocupação pela expansão da Aids entre as mulheres da América Latina. "Em nível global e em todas as regiões, mais mulheres que nunca vivem com o HIV", disse em entrevista coletiva Ari Hoekman, representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em território mexicano.
O encontro, uma preparação para a 17ª Conferência Internacional sobre a Aids, que será realizada ano que vem, no México, foi convocado para que fossem apresentados os avanços obtidos e as questões pendentes na luta contra a doença. Desde que a doença apareceu na América Latina, "mais de 600 mil pessoas morreram de Aids e pouco mais de 1,8 milhão de pessoas vivem com o HIV ou a Aids" na região, destacou Ari Hoekman.
"Embora ainda a população masculina vivendo com HIV predomine na América Latina, é alarmante o crescimento entre as mulheres", pois, "nos últimos três anos, passou-se de uma mulher infectada por cada sete ou oito homens infectados para uma mulher infectada por cada três homens", lamentou Hoekman.
Calcula-se que, das 40,3 milhões de pessoas infectadas com o HIV no mundo todo, 25,8 milhões estejam no continente africano. De acordo com outras estatísticas, a proporção de mulheres infectadas aumentou de 35%, em 1985, para 48%.
Hoekman disse que há "um aumento dramático da contaminação pelo HIV entre as mulheres jovens", que agora representam "mais de 60%" das pessoas com idades entre 15 e 24 anos que vivem com o HIV/Aids. Na África Subsaariana, "esta percentagem chega a 75%", acrescentou.
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