| 22/03/10, às 11h44m (GMT -03;00) |
Gestos participa da Audiência Pública Violência, Mulher e AIDS
O evento acontece, amanhã, na Assembléia Legislativa do Recife
Comunicação Gestos
A Audiência Pública Mulher, Violência e AIDS acontece amanhã (23), às 10h, no auditório do 6°andar da Assembléia Legislativa de Pernambuco. O evento, aberto à participação de toda sociedade, contará com a coordenadora da ONG Gestos, Alessandra Nilo, para integrar este debate.
Violência contra as mulheres e AIDS - A feminização da AIDS, anunciada desde os anos 90, vem sendo alimentada pela violência contra as mulheres, que é cada vez mais visível e agravada pela combinação explosiva entre desigualdades de gênero e fundamentalismo, num contexto de desrespeito e violação dos direitos humanos, especialmente àqueles relacionados à reprodução e à sexualidade. Hoje, segundo dados da UNAIDS, a infecção pelo vírus HIV se transformou na principal causa de mortes e doenças de mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 49 anos) no mundo todo.
"Há alguns anos, a relação entre AIDS e violência sexual já vem sendo discutida. Entretanto, há de se convir que esse tipo de violência é a face mais explícita, gritante, de um problema muito mais complexo - muitas vezes silenciado -, composto por um conjunto de situações que nem sempre são reconhecidas como violência”, diz a coordenadora de programas e uma das sócio-fundadoras da Gestos, Alessandra Nilo.
Ainda de acordo a UNAIDS, até 70% das mulheres no mundo todo sofrem violência, e esses maus tratos prejudicam a capacidade destas mulheres de negociar relações sexuais seguras com seus parceiros. Ou seja: elas podem estar sendo forçadas a fazer sexo sem preservativo aumentando a chance de contaminação pelo HIV.
Em Pernambuco, a situação das mulheres não é diferente. Além de ser um dos estados com mais registros de violência contra a mulher, não há, por parte dos serviços de saúde e dos específicos para mulheres em situação de violência nenhuma conduta que relacione a AIDS com violência física e psicológica. E discutir a violência psicológica, insititucional e de gênero como fatores que contribuem para o processo de vulnerabilização frente ao HIV/AIDS é de extrema importância para o enfrentamento á feminização da epidemia.
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