Em 10 anos, hepatites virais provocaram a morte de mais de 20 mil pessoas no Brasil, informa Ministério da Saúde
Agência de Notícias da AIDS Alice Watson
Gerson Pereira, da Unidade de Epidemiologia do Departamento DST, Aids e Hepatites virais, ressaltou que o Boletim Epidemiológico será anual e tem como objetivo monitorar o comportamento da hepatite em todo o Brasil.
Segundo os dados divulgados por Pereira, no período de 1999 a 2009, foram registrados 124.687 casos de hepatite A, que tem a maior incidência em crianças de cinco a 12 anos.
A hepatite B teve 96.044 casos registrados no mesmo período, só que os adultos de 20 a 59 anos foram os mais atingidos.
A hepatite C, a única que ainda não possui vacina, registrou 60.908 casos, a maioria na faixa dos 50 aos 59 anos, enquanto a hepatite D teve apenas 1605 infectados. Pereira alertou que a hepatite é "uma doença silenciosa e muita gente não se dá conta que tem a doença porque os sintomas demoram a se manifestar”.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o protocolo para a Hepatite C está sendo atualizado e uma série de compromissos serão tomados para reduzir a incidência das hepatites virais nos próximos dois anos.
Uma delas é aumentar em 163% a quantia de vacinas compradas para a hepatite B e intensificar a oferta de triagem sorológica a todas as gestantes que realizam o pré-natal no Sistema Único de Saúde. Outra meta do Ministério é ampliar a faixa etária que poderá se imunizar, incluindo os jovens de 20 a 24 anos em 2011 e, em 2012, os de 25 a 29 anos. Atualmente, a vacinação é restrita à faixa etária de 0 a 19 anos.
Em parceria com a Unesco, o Ministério também lança edital para a realização de ações de enfrentamento das hepatites. O objetivo é fortalecer a sociedade civil organizada na luta contra a doença.
Evento oficializa Dirceu Greco como novo diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
“Compraram o passe dela (Mariângela Simão) e ela está indo para Genebra”, brincou o ministro Temporão ao anunciar a saída da atual diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.
Mariângela Simão integrará a equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids e quem assume a diretoria é o infectologista e doutor em medicina tropical, Dirceu Greco.
Temporão elogiou o trabalho de Mariângela e afirmou estar seguro de que ela terá “uma trajetória brilhante” em Genebra. A pediatra e sanitarista atuará à frente da Divisão de Prevenção, Vulnerabilidade e Direitos, trabalhando no fortalecimento de estratégias para o alcance do acesso universal ao tratamento antirretroviral no mundo.
Durante o anúncio da saída da médica pediatra, o ministro deu as boas vindas ao novo diretor, que atua na área de aids desde meados da década de 1980. Greco foi um dos fundadores do primeiro Serviço de Avaliação de Imunodeficiências do Hospital das Clínicas de seu Estado, Minas Gerais, em 1985. Atualmente, participa da Comissão Nacional de DST e Aids (Cnaids) - mais importante instância consultiva do Ministério da Saúde sobre o tema - desde a sua criação, em 1986.
Um desafio para sua gestão, segundo Greco “é manter as experiências exitosas, além de melhorar as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento dos portadores de HIV no Brasil”.
Outra meta do novo diretor é afinar a relação com a sociedade civil para dar continuidade às ações de prevenção e de acesso universal ao tratamento.
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