ÁFRICA DO SUL: Estudo sobre múltiplos parceiros traz surpresas
Ter múltiplos parceiros na África do Sul pode não ser tão comum como se pensava
Plus News Da Redação
No estudo, efectuado em quatro locais do país, um em cada quatro homens e só cinco em cada 100 mulheres admitiram tido mais de um parceiro nos últimos 12 meses.
Quem vê de fora pensa que ter múltiplos parceiros é mais comum, disse Saul Johnson, director gerente da ONG África Saúde e Desenvolvimento.
Johnson disse que isso acontece porque geralmente os homens exageram o número de parceiras que têm.
O estudo também descobriu que homens mais jovens que abusam do álcool ou oa que dizem que não conseguem controlar o seu desejo sexual são os mais predispostos a ter múltiplas parcerias.
O estudo, financiado pelo Plano de Emergência do Presidente dos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA para o Alívio da SIDA - PEP- FAR, na sigla em inglês - reconheceu a necessidade de haver mais intervenções direccionadas aos homens.
Estas descobertas serão utilizadas por várias organizações comunitárias que trabalham em Saúde e Educação na África do Sul, para orientar seus programas de prevenção de HIV/SIDA no futuro.
QUÉNIA: SIDA na terceira idade é uma realidade
A Pesquisa Nacional sobre o HIV , realizada em 2007 e divulgada recentemente no Quénia revelou que a população idosa também corre risco de contrair o HIV. A prevalência é alta entre as pessoas de mais de 49 anos.
A taxa de prevalência das pessoas com idades entre os 50 a 60 anos é de 5 por cento, contra a média nacional de SETE VÍRGULA UM por cento.
Estudos anteriores não tinham medido a prevalência entre as pessoas com mais de 49 anos.
A pesquisa também mostrou que a epidemia no Quénia varia muito entre regiões.
Em algumas províncias como Nairóbi, Nyanza e Rift Va - lley, a prevalência é grande. E nas cidades a epidemia é mais severa do que nas zonas rurais.
Poucos quenianos têm conhecimento sobre a doença. Quase a metade dos entrevistados - 47 por cento - disseram que nunca se testaram porque acham que não têm comportamento de risco.
O número de testes do HIV aumentou para o dobro desde 2003, mas mesmo assim, quase dois terços dos quenianos entre 15 e 64 anos não sabem se têm ou não o HIV no sangue.
O governo queniano se prepara para incluir mensagens direccionadas para a população mais velha nas suas campanhas de prevenção.
MOÇAMBIQUE: Prevalência real do SIDA da população será conhecida pela primeira vez
Um inquérito sobre SIDA, com pesquisa junto a população de todo o país será publicado m Março do ano que vem em Moçambique.
O relatório denominado INSIDA, irá revelar com mais precisão, o número de moçambicanos seropositivos e vai incluir dados sobre os homens, crianças e jovens.
Até ao presente momento, nenhum inquérito representativo a nível nacional sobre HIV foi feito antes em Moçambique.
A prevalência nacional oficial adoptada pelo Governo moçambicano é de DEZASSEIS VÍRGULA DOIS por cento. Porém não há consenso. A UNAIDS, que é o programa conjunto das Nações Unidas para a SIDA, estima que a prevalência em Moçambique estjea em 14 vírgula DOIS por cento.
QUÉNIA: Governo compra nova máquina de teste de preservativos para restaurar a confiança do público.
O governo queniano comprou uma nova máquina de teste de preservativos que vai conferir a qualidade dos preservativos vendidos no país.
Esta medida visa restaurar a confiança do público depois do recente caso em que um teste mostrou que os preservativos da marca QUENTE apresentavam furos.
A nova máquina comprada da Austrália com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População vai garantir que só serão distribuídos no mercado os preservativos que passarem no teste de qualidade.
Além do teste eletrónico livre de buracos, a nova máquina vai testar também a elasticidade, pressão, durabilidade e tamanho dos preservativos.
Porém, apesar do Governo estar a reforçar o processo de teste dos preservativos, é necessário educar o público sobre o uso correcto do preservativo.
A maneira como as pessoas usam o preservativo pode determinar até que ponto eleé seguro
Muita gente desconhece , por exemplo, que o uso de lubrificantes junto com preservativos só pode ser feito se o lubrificante for à base de água.
Se for à base de óleo, o lubrificante pode danificar e furar a Camisinha.
CABO VERDE: País está prestes a assinar primeiro acordo com o Fundo Global
Até hoje, Cabo Verde é visto como um exemplo a ser seguido por outros países africanos quando o assunto é a SIDA.
O pequeno arquipélago foi o único que conseguido reduzir a taxa de prevalência de HIV de um por cento para ZERO VÍRGULA OITO por cento.
Agora o país passa por um período complicando de transição. O seu programa de SIDA deixou de ser financiado pelo Banco Mundial em Julho do ano passado. E o país espera desde então um sinal verde do Fundo Global, que passa a ser o principal financiador.
O Governo cabo-verdiano esperava completar a transição agora em Setembro e poder começar o processo de compra de antiretrovirais, já que seus estoques só duram até Janeiro.
Mas está tendo dificuldades de cumprir as exigências do Fundo Global e mostrar que tem capacidade de administrar o dinheiro. Uma nova delegação do Fundo chega a Cabo Verde no dia 19 deste mês para tentar concluir as negociações.
De acordo com técnicos do Fundo Global, mesmo com o atraso, vai ser possível refazer os estoques de ARV do país e evitar que os seropositivos cabo-verdianos fiquem sem os remédios que prologam suas vidas.
ÁFRICA: UNAIDS inicia parceria para combater transmissão de HIV de mãe para filho
A UNAIDS firmou um acordo com o Projeto Aldeias do Milênio da Universidade de Columbia nos Estados Unidos, para ajudar governos africanos a criarem áreas livres da chamada transmissão vertical: a transmissão do HIV de mãe para filho, durante a gestação, o parto ou a amamentação.
O projeto tem apoio do setor privado e vai oferecer antiretrovirais a grávidas portadoras do vírus que causa a SIDA.
Em 2007, mais de 370 mil mulheres na África Subsaariana transmitiram o vírus para seus filhos.
|